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Oratória - O Diferencial do Profissional

Nada lhe posso dar que já não existam em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo. (Hermann Hesse).

As principais definições de oratória dizem: é a arte do discurso, é a arte de falar ao público, seguindo princípios e regras, as quais destacam as qualidades do orador. Contudo, tem mais: o dom da palavra é capaz de mudar a vida das pessoas: de quem é o orador e de quem o ouve. Por isso, defino oratória como: “A arte de se expressar em público de maneira a cativá-lo, fazendo com que mude, em uma ínfima parcela, alguma coisa em seu ser”. (PIRES DA SILVA, 2006). E quando digo isso falo do professor que influencia seu aluno, do vendedor que convence o seu cliente a comprar, do locutor de rádio que encanta seus ouvintes e daquele pastor que você vê na rua e que consegue atrair várias pessoas que, mesmo com pressa, param para ouvi-lo.

Quantas vezes nos deparamos com profissionais altamente qualificados, especialistas, mestres, doutores, com conhecimentos teóricos científicos que fariam inveja ao próprio Aristóteles, e que, quando abrem a boca, não conseguem ter um mínimo de expressão ou atenção de seus ouvintes; e nos deparamos com pessoas humildes, no calçadão da Rua XV de Curitiba, que “na vida é doutor”, mas que lhe chama de “o dotô”, e que você pára para ouvi-lo e mais, compra seus produtos?

Sabe por quê? Você acha que ele/ela tem o dom da oratória? Eu vou lhe dizer: eles não têm medo do público para o qual vão falar, mesmo falando para o mendigo que não tem nada para fazer, ou falando para o “dotô” que, por acaso, e por azar, estava passando por ali e foi pego de surpresa pelo “orador” de rua.

E está aí o principal diferencial: vencer seus medos. Na verdade, é não ter medo de “pagar o  mico”, porque afinal, o que você considera como pagar o mico?

A história nos mostra que a oratória foi primeiramente desenvolvida pelos gregos. Surgiu em Siracusa, na Sicília (no século V a. C.). Na Grécia, a mais importante qualidade de um homem era a oratória, falar bem, expressar-se com clareza, falar difícil... eram características de homens importantes e de PODER! Aristóteles é um dos mais antigos e conhecido autor sobre a oratória e a obra mais importante sobre o tema é “Arte Retórica de Aristóteles” (Grécia). 

Aristóteles (384 a.C. a 321 a.C.), como a história mostra, escreveu centenas de livros de diversos campos do saber, desde poesia, até biologia e claro, da arte da oratória, onde apresenta diversas técnicas utilizadas para a comunicação em público.

Bom, falar em público não é fácil; não é só chegar em frente a uma platéia e “começar a falar”. Muitas pessoas conseguem, e realmente, chegam em frente a qualquer público e começam a falar. Mas para uma grande maioria, não é tão simples! As mãos suam, o corpo esquenta, as palavras tropeçam e os erros são inevitáveis. É esse receio, essa agonia que precisa ser controlada, superada. A comunicação eficiente faz parte não só do seu trabalho, mas de seu Marketing pessoal. Ser um bom orador permite a conquista de espaço, de sua promoção pessoal, de sua ascensão profissional e principalmente, da importância que é fazer os outros lhe ouvirem e entenderem.

Pode-se aqui até ensinar algumas técnicas, mostrar como fazer, apontar alguns caminhos, mas a única pessoa responsável pela superação dos medos é... VOCÊ!!!!

É cada vez maior a exigência da exposição da pessoa, como profissional. Você não precisa de uma boa locução verbal, fluência e boa capacidade de comunicação somente se for dar uma palestra, um seminário, apresentar um trabalho acadêmico. O profissional está constantemente fazendo negociações, precisa vender um produto, precisa vender uma boa imagem para conseguir um bom emprego, precisa ascensão profissional, presidir uma reunião, ou seja, necessita apresentar-se coerentemente e dizer por que aquilo que você defende merece crédito. Ou porque você merece crédito, não é?

Por isso, a procura pelo aprimoramento da capacidade de comunicação, da necessidade de vencer medos e inibições, de chegar a um ponto de equilíbrio em sua vida profissional cresce, pois, esse ponto de equilíbrio na vida profissional proporciona à pessoa mais prazer de viver, uma harmonia entre o pessoal e o profissional, capacitando líderes e empreendedores de sua própria vida. E não esqueça, quanto mais ascendemos na vida profissional, mas necessitamos de uma comunicação eficaz.

Falar em público não deve ser um sofrimento, uma angústia, um pesadelo e sim, algo espontâneo, prazeroso, e que proporcione ao orador e a quem estiver lhe ouvindo, sensações boas e positivas.

A timidez é um sintoma de afecção na constituição emocional de qualquer individuo. A pessoa tímida, em situações onde se encontra em frente a um público ou mais pessoas, sente medo, vergonha. Mas de quê? De ser ridicularizado, de pagar o mico, de errar, gaguejar, de ser considerado bobo, idiota, etc. Ou seja, timidez é um sentimento - é o medo da rejeição.

Afinal, a importância de se comunicar com clareza e ter a capacidade de ser um bom orador têm os seguintes benefícios, dentre outros:

  1. Passa às pessoas para as quais está falando segurança e certeza de que conhece o que está falando;
  2. É ponto fundamental para o Marketing pessoal;
  3. É um forte recurso de persuasão. Como são convencidos os eleitores, após tantas e tantas decepções políticas a votar novamente em tais candidatos?
  4. A pessoa que se expressa bem consegue ser mais feliz.
  5. É bom para você e para as pessoas que o cercam, além de sua empresa.

Então, arregace suas mangas e vá à luta! Se o público é o seu problema, estabeleça metas e encontre maneiras de como superar seus anseios e vencer os seus “bichos papões”!

Não esqueça: VOCÊ FAZ A DIFERENÇA!

Prof. Adm. Ronald Pires da Silva
Professor e Consultor de Empresas olhaolha@olhaolha.com.br