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Administração Estratégica: Pluralidade de ações.

Adm. José Kennedy L. Silva
Graduado em Administração pela UNEMAT
kennedysilv@gmail.com

O estudo da administração estratégica se iniciou quando a Fundação Ford e a Carnegie Corporation difundiram uma pesquisa nas escolas de negócios nos anos 50. Segundo Gordon e Howell (apud ALDAY, 2000), o resumo dessa pesquisa resultou na inclusão na matriz curricular das escolas de negócios um curso de capacitação mais amplo que objetiva identificar, desenvolver e solucionar problemas no mundo dos negócios.

A partir dos anos 70, percebeu-se que esse estudo, apesar da sua eficácia, já não mais correspondia à atual conjectura. O ambiente social mudou, surgiram fatores como a responsabilidade social e ética que tiveram de alterar a denominação política de negócios para administração estratégica.
Hitt et al (2002, p. 6) conceitua que “o processo de administração estratégica é representado pelo elenco completo de compromissos, decisões e ações necessárias para que uma empresa alcance a competitividade estratégica e aufira retornos superiores à média”.

Para Oliveira:
A administração estratégica é uma administração do futuro que, de forma estruturada e intuitiva, consolida um conjunto de princípios normas e funções para alavancar harmoniosamente o processo de planejamento da situação futura desejada da empresa como um todo e seu posterior controle perante os fatores ambientais, bem como a organização e direção dos recursos empresariais de forma otimizada com a realidade ambiental, com a maximização das relações interpessoais (OLIVEIRA, 1999, p. 28).

Acredita-se que existem ações que são pré-requisitos para a criação de uma estratégia. O processo de administração estratégica é importante para organizar e delinear os passos para o sucesso de um planejamento.

Uma de suas vertentes de sucesso e modernidade seria o rompimento umbilical da administração tradicional fundamentada por Talyor e Fayol, Chiavenato (2000). Aproximando-se cada vez mais da administração participativa que, conforme afirma Maximiano (2004, p. 462-463), “administrar de forma participativa consiste em compartilhar as decisões que afetam a empresa, não áreas com funcionários, mas também com clientes ou usuários, fornecedores, e eventual organização”. Isso confirma que a administração participativa dá ênfase à interação das pessoas mais efetiva nas ações da empresa, buscando de certa forma o comprometimento dos seus colaboradores internos e externos por meio de conquistas, privilegiando a liderança, a otimização e as responsabilidades das pessoas.
Segundo Menezes (2002), a habilidade central da administração estratégica está em mobilizar e engajar as pessoas em prol da ação coletiva para uma obtenção de resultados, pois, dentro do estudo da administração estratégica, destaca-se no topo do processo a liderança estratégica com a função de direcionar todas as demais ações.

É importante frisar a capacidade do líder estratégico, cuja característica é trabalhar de forma eficaz com as incertezas do comportamento social analisando todo o ambiente, conseguindo administrar de forma eficiente e manter o desempenho elevado ao longo do tempo.

Menezes (2002) ressalta que a administração estratégica permite que a direção coloque o projeto em uma situação de sustentabilidade e prosperidade dentro de um ambiente de mudança. Reside aí a importância da administração estratégica nesta pesquisa, pois possibilita identificar formas para colocá-la e fazer permanecê-la em prática.

Maximiano (2004, p.382) retrata que: “a administração estratégica é a disciplina que se trata do planejamento de implantação, execução e controle (acompanhamento e avaliação) da estratégia”. A partir disso, passa se para a formulação da estratégia e sua implementação que seriam as “ações estratégicas” e, por fim, chega se aos resultados estratégicos, quando é feito um feedback para continuar a execução de uma estratégia eficaz. Com o processo estratégico consegue-se alcançar uma estratégia positiva que ofereça resultados para o sucesso do projeto.

De certa forma, a administração estratégica permite que se faça uma análise do mercado dividindo-se em grupo de consumidores. Nesse caso, utiliza-se do estudo de grupo psicossocial que, conforme Maximiano (2004, p. 388), é o “estudo e classificação dos clientes de acordo com a classe social, estilo de vida, personalidade”.

Sabe-se, por fim, que essa forma de administração é o meio possibilitador para a análise de dados que possam interferir em um projeto a fim de que este possa ser desenvolvido da melhor forma. Por isso, nesse contexto, identifica-se a necessidade dessa ferramenta da administração devido à pluralidade de benefícios para o desenvolvimento de qualquer atividade corporativa.

BIBLIOGRÁFIA CONSULTADAS:

ALDAY, Hernan E. Contreras. O planejamento estratégico dentro do conceito de administração estratégica. Revista FAE. Curitiba, v. 3, n. 2, maio/ago.2000. p. 9-16.

CHIAVENATO, Idalberto; SAPIRO, Arão. Planejamento estratégico: fundamentos e aplicações. Da intenção aos resultados. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

HITT, Michael A. et al. Administração estratégica. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

MENEZES, Jacqueline M. Administração estratégica como ferramenta de gestão escolar. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, mar. de 2002. http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/8936.pdf. Acesso em: 14 de maio de 2007.

OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Excelência na administração estratégica: a competitividade para administrar o futuro das empresas: com depoimentos de executivos. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1999.